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Matemáticos por natureza


Em o Instinto Matemático (Ed. Record), Keith Devlin, professor de matemática da Universidade Stanford, apresenta pesquisas recentes sobre morcegos, aves, lagostas e até formigas, com o intuito de provar que eles são matemáticos naturais.

As migrações sazonais de andorinhas e borboletas-monarcas, por exemplo, revelam prodigiosa capacidade de orientação, comparável aos mais recentes sistemas de navegação GPS – aparelhos que dependem de matemática avançada. O autor menciona o exemplo do cachorro que brinca na praia.

Se seu dono arremessar a bola em diagonal em direção ao mar, o cão geralmente vai correr sobre a areia, em uma linha reta ao longo da beira, para só depois entrar na água, em diagonal. À primeira vista, não parece uma estratégia inteligente. Todos nós aprendemos que a linha reta é o caminho mais curto entre dois pontos.

Então, por que não correr direto para a bola? Resposta: o cachorro é um bicho terrestre e sua velocidade de nado é menor que a de corrida. A combinação que ele faz entre as duas formas de locomoção representa o modo mais rápido de chegar à bola. Para traçar o mesmo trajeto ideal, uma pessoa teria que fazer muitos cálculos.

O livro menciona também a fantástica engenharia das abelhas, que conseguem armazenar a maior quantidade de mel usando a menor quantidade de cera. “A geometria das abelhas intrigou matemáticos por séculos. Só em 1999 houve uma comprovação definitiva de que a forma do hexágono é a mais eficiente para armazenar mel.”

Qual a explicação para todos esses comportamentos complexos e inatos? Alguma dúvida de qual seja? Esses comportamentos envolvem informação armazenada no cérebro e características e atitudes que deveriam existir desde o princípio para que o animal pudesse sobreviver e deixar descendentes. Os instintos e capacidades matemáticas dos seres criados apontam para Aquele que os criou.

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