Pular para o conteúdo principal

Olhando sempre para frente!

Ao retornarmos as nossas histórias e ampliarmos nossa visão observamos que as perdas e os ganhos fazem parte de um mesmo processo e que não há como escalarmos o crescimento pessoal sem passarmos por momentos de renuncias e sofrimentos.

Normalmente, considera- se que o desenvolvimento pessoal flui naturalmente e que estamos sempre conscientes de tudo que nos acontece. No entanto, as interações primárias e, principalmente, a confortável simbiose mãe-filho deixam marcas profundas que nos acompanham e nos limitam.

O indivíduo aprende a amar e ser amado, a se relacionar consigo mesmo e com o mundo com e em suas primeiras interações. Assim, no desenrolar do tempo atravessa várias etapas do seu ciclo evolutivo, sendo acompanhado de perdas importantes ao seu crescimento pessoal. A primeira perda é a da percepção de que “não somos uno com nossa mãe”. Através do elo- mãe-filho nos sentimos seres completos. Contudo, é no processo de separação-individuação que caminhamos ao encontro da nossa identidade.

A estrutura psicológica do ser humano se forma até os 5 anos e ao longo da vida, na sucessão das perdas, inevitáveis ao crescimento, ele se defronta com a sua incompletude emocional, pois a primeira perda se repete. Assim, em cada estágio de separação há tarefas que devem ser realizadas, mas a forma de enfrentar às perdas está relacionada ao contexto de valores, a filosofia de vida e a religiosidade.

Nem sempre conseguimos entender que os momentos de dificuldades que enfrentamos são necessários para alcançarmos um ponto a mais na nossa escala de crescimento. Na dor não vislumbramos os ganhos. Não percebemos que para poder alcançar, por exemplo a maturidade, tivemos que perder juventude, entretanto pudemos experienciar outros potenciais que, em momentos anteriores não nos eram disponíveis.

Poder olhar para trás e ter saudades, boas recordações é saudável, mas fixar o olhar no tempo passado e não poder usufruir o tempo presente é uma maneira de negar a continuidade da vida; é se tornar velho (fora de uso) mesmo que o tempo cronológico não seja compatível. Portanto, é entre perdas e ganhos que vamos construindo nossa estrada, abrindo novos horizontes. É necessário que possamos reconhecer a dor e, também, saibamos que ela faz parte do movimento constante da vida que se desenrola entre o nascimento e a morte.
Fonte: Assistente Social, Mestre em política social, especialista em Terapia de Família e Gerontologia, amiga e colaboradora do Cada Dia.

Postagens mais visitadas deste blog

O Eclipse Mas para vós outros que temeis o Meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas. Malaquias 4:2 No dia 29 de março de 2006, a Lua causou um eclipse total do Sol, um evento que não se repetirá por 83 anos. Aqui, na Bereia bíblica, esperávamos apreciar uma visão de 82%, não o fenômeno completo, que seria visível na Grécia, somente na minúscula ilha de Kastelorizo. O grande dia raiou sem nada, aparentemente, que o distinguisse de qualquer outro dia. Entretanto, muito gradualmente, uma meia-luz começou a insinuar-se sobre a cidade, a atmosfera ficou notavelmente mais fresca enquanto o dia avançava, e a Lua lançou sua sombra escura entre nós e o Sol. Por volta do meio-dia, havia uma escuridão estranha, nevoenta; uma atmosfera fria e irreal; e a agitação beirou o temor enquanto as pessoas se reuniam do lado de fora, em pequenos grupos, para assistir ao fenômeno. E então acabou. A luz, com intensidade crescente, baniu as trevas, a atmosfera clareou e o Sol, ...

Lições espirituais da natureza

Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. Romanos 8:22 Quando Deus criou Adão e Eva, não lhes deu um palácio para morar, mas um belo jardim, para que o santo par fosse parte integrante da natureza e pudesse apreciar de perto as maravilhosas obras de Deus e seu coração se voltasse continuamente para o Grande Artista. Essa integração entre o ser humano, as plantas e os animais era perfeita e harmoniosa até o dia em que o pecado entrou em nosso planeta e estragou tudo. A partir de então surgiram os espinhos e cardos. Dentes e garras passaram a fazer parte do mundo animal, e apareceram pragas que nos molestam até hoje. (Às vezes me pergunto por que é que Noé não deu uma chinelada naquele casal de mosquitos que entrou na arca.) Por causa de uma desobediência aparentemente pequena e inconsequente, “toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora”. Apesar de tudo, a natureza, que o pecado e o homem ainda não conseguiram de...
O Labirinto do Milharal Tu me farás ver os caminhos da vida; na Tua presença há plenitude de alegria, na Tua destra, delícias perpetuamente. Salmo 16:11 Quando penso na palavra “labirinto”, sempre me lembro dos quebra-cabeças de uma revista, nos quais você percorre um caminho até o fim, com um lápis. Eu nunca havia entrado num labirinto de verdade – um deleitoso labirinto de altas plantas, caminhos sinuosos, alamedas sem saída e voltas enganosas. Então, no verão passado, visitei uma plantação de milho com meu neto. Aprendi que um labirinto é como uma piscina. Você não aprende a apreciá-lo sem mergulhar nele. Pés altaneiros de milho me emparedavam. As trilhas pareciam conduzir a todas as direções. Não havia como retroceder; eu tinha que ziguezaguear até a saída a fim de escapar. Na entrada, fui direto para uma parede de folhagem. Espiando entre elas, vislumbrei o centro do labirinto com seu elevado posto de observação. Tão perto – mas ainda assim tão longe. A menos que a pessoa ...